O INEM foi e voltou… conseguimos.

Há cerca de uma semana, pela voz de André Coelho Lima, ficamos a saber que a ambulância do INEM que se encontra localizada no Hospital de Guimarães, iria parar durante o período noturno, por decisão do Secretário de Estado da Saúde, sem qualquer justificação.

André Coelho Lima apresentou a questão em reunião de câmara, onde foi confrontado com o desconhecimento total por parte da autarquia e do seu Presidente, que desconhecia uma questão tão sensível para os vimaranenses.

Tratava-se de uma questão importante para Guimarães e para os seus cidadãos. O Governo havia determinado a paragem de um meio de socorro de urgência durante a noite, que pode determinar a diferença entre a vida e a morte. André Coelho Lima levantou a questão exatamente nos moldes em que o deveria fazer. Afirmou que era Guimarães que estava em causa e a saúde dos vimaranenses que estava em risco com aquela decisão. Apelou, desde logo, ao consenso de todos numa luta que é de todos e por todos, sem partidos.

Tomado o conhecimento desta situação, por decisão conjunta de alguns vimaranenses preocupados, foi lançada uma petição pública que visava a revogação desta decisão por parte do Governo. A sociedade civil mobilizou-se e em menos de 24 horas já contava com três centenas de assinaturas e foi marcada uma vigília para a porta do Hospital, onde a sociedade se preparava para reagir publicamente perante uma decisão que não compreendia.

Ao mesmo tempo, o grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República, por intermédio do deputado vimaranense Emídio Guerreiro, pede a audição urgente do Ministro da Saúde no parlamento.

Foi uma reação forte, pronta e dinâmica. Guimarães e os vimaranenses sabiam que estavam a perder algo que muito representa para os cidadãos, numa decisão cega do Governo. Uma reação que mais do que barulho ou dividendos políticos, visava apenas a revogação de um despacho sem sentido e por isso a reação foi feita com peso, conta e medida nos locais certos.

E eis que no sábado sou confrontado com um telefonema de André Coelho Lima onde este me transmite que acabava de saber que a decisão havia sido revogada.
A palavra que lhe ouvi foi “conseguimos” e diz muito sobre aquilo que todos nós vimaranenses pretendíamos que acontecesse e pelo qual ele lutou afincadamente.

Em face disto, Continuaremos a contar com o profissionalismo de todos os técnicos do INEM durante 24 horas, tal como continuaremos a contar com os bombeiros de Guimarães, também eles profissionais de grande categoria para prestar os serviços de emergência que tanto necessitamos, o que de alguma forma nos conforta.

Vale sempre a pena, sempre que as causas são justas.
Guimarães ganhou. Ganhamos todos.

Rui Barreira

Um insulto aos Vimaranenses, que nos faz corar de vergonha.

Neste minha primeira aparição neste espaço, não poderia deixar de abordar um gesto da Camara Municipal de Guimarães, do seu Presidente, do vereador que provém daquela terra, do Partido Socialista de Guimarães, em nome de um município, em nome de gente honrada, de gente de bem para com a gente das Taipas.

Já sabemos que há muito tempo que as Taipas são votadas ao esquecimento por parte da Camara Municipal socialista. Já sabemos que a Camara Municipal e o poder socialista não gosta que nas Taipas não ganhe o PS, apesar de fabricar candidatos e equipas candidatas inteiras com empregos sempre certos na Taipas Turitermas com o dinheiro de todos nós, ainda que alguns nem saibam bem onde fica o local de trabalho. Da última lista do PS candidata à junta de Caldelas (Taipas), todos ou quase todos trabalhavam na Taipas Turitermas.

O que nós não sabíamos é que o exercício de um poder dito democrático, tenha caído tão baixo e tão profundo, que nem capazes são de respeitar as instituições eleitas democraticamente. E falo de quê? Falo, naturalmente,  da discussão da nova centralidade das Taipas apresentada pela Camara Municipal de Guimarães (e não pelo PS, apesar de alguns confundirem) e que foi anunciada pela Camara Municipal para um………………………………………………………………………………. CAFÉ daquela vila.

Isso mesmo, eu não me enganei e o leitor leu bem. Num café daquela nossa Vila das Taipas. Segundo o comunicado da Camara Municipal “além do documento, disponível no espaço café “Avô João”, no centro das Taipas, onde decorrerá a intervenção de maior vulto, a consulta poderá ser acompanhada por uma das arquitetas que elaborou o projeto, que estará presente no local de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h00 e das 14h30 às 17h30 para eventuais esclarecimentos (o café, que só por acaso, é só o mesmo café onde o partido socialista realiza todos os seus eventos naquela vila!!! Coincidencia???)”.

Compreendemos bem??? A camara municipal de Guimarães, sendo constituida por elementos eleitos pelo Partido Socialista, esqueceu-se que existe uma junta de freguesia, um Presidente de junta de freguesia, apenas porque este teima em ser eleito pelo povo por outros partidos que não o do poder (e que tem coluna, ao contrário de outros). Ora, vai daí e faz-se a auscultação pública de uma obra tão importante para as Taipas cnum café, para onde a camara municipal desloca, ainda, uma arquitecta camarária, paga com os nossos impostos, para no horário de expediente explicar o projeto, fazendo o papel de funcionária do partido socialista em tempo de eleições autárquicas, para vender o projeto que ao fim de 30 anos de poder dizem ou prometem que vão fazer.

Confesso que coro de vergonha pelo facto disto se passar na minha cidade, no meu concelho. Isto não é Freixo de Espada à Cinta, isto não é Barrancos ou Pampilhosa da Serra. Isto é em Guimarães, cidade berço da nacionalidade, uma referência nacional e que se quer afirmar pela culturalidade e empreendorismo. Uma cidade Capital Europeia da Cultura e que aspira ser capital verde europeia. Sim é verdade. Vai ser num café por muito que custe a acreditar ( e porquê aquele e não qualquer outro, perguntarão os comerciante dos restantes cafés, já agora).

Isto é uma vergonha para todos nós. Não tem a ver com partidos, não tem a ver com esquerdas, nem direitas. Tem a ver com princípios e valores, tem a ver com respeito, tem a ver dignidade.  Tem a ver com o respeito pelas instituições.

Já sabiamos que o PS em Guimarães tem um problema com a democracia e não perde um só momento para o demonstrar. Ainda há dias na Assembleia Municipal José João Torrinha tinha o desplante de apelidar os outros partidos de má fé e cinismo e posteriormente nem sequer teve a dignidade de admitir que se enganou, criando mais uma nova interpretação ditatorial ao regimento apenas para se eximir ao assumir de um erro. Admitir o erro é de homem. O que não foi o caso.

Por isso digo que este Partido Socialista está podre. Muito podre. Faltam-lhe homens com valores e com consciência do dever público. Este apenas tem pessoas com a consciência do poder pelo poder, de forma a se perpetuarem na vida política, não querendo sequer saber que, ao atuarem desta forma, fazem entrar todos os vimaranenses no anedotário nacional.

Em tempo de autárquicas o PS e Domingos Bragança demonstram bem a consideração que tem pelas Taipas e pelas suas gentes. Demonstram bem em que nível se inserem e qual a sua dimensão e nível, qual a dimensão que atribuem a este nosso nobre concelho.

Coro de vergonha. Porque esta política de “café” é praticada por aquele que deveria ser o principal representante dos vimaranenses, o presidente da camara dos vimaranenses. Como sabem fui/sou adversário político de Domingos Bragança, mas não é isso que me motiva. Nunca pensei que descessem tão baixo.

E neste caso mostram o seu nível.

Nem Guimarães, nem a Vila das Taipas o mereciam. Escreveu-se, assim, mais uma página negra na nossa democracia.

Rui Barreira

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