Um atentado ecológico como alegoria às políticas de atracção de investimento desta Câmara

 

ecoiberia-foto-sergio-bastos

Estaleiro da Ecoibéria (foto do Arq. Sérgio Bastos)

 

Confesso que nunca pensei escrever estas linhas por duas grandes razões. Primeiro, porque até há bem pouco tempo o PS local achava que a atracção de investimento privado por parte de uma autarquia era uma estupidez e que as propostas que a Coligação Juntos por Guimarães (JPG) fazia nesse sentido eram descabidas. Segundo porque Guimarães está   –  dizem-nos – a trilhar um sólido caminho na candidatura da cidade ou do concelho (ainda não percebi bem) a Capital Verde Europeia (CVE)

No programa de 2009 do PS nada constava sobre atracção de investimento. Em 2013 o tema era ainda polémico no seio do PS que, despudoradamente, copiou a ideia da coligação JPG.  Sem nada de original para apresentar para além de uma suposta continuidade – “Continuar Guimarães” – que, na verdade, se transformou numa ruptura, o PS local, usando a Câmara que ganhou, agarrou-se a duas propostas chave: atracção de investimento e Capital Verde Europeia.

As propostas, em si, não são más. No âmbito da CVE vão surgindo ideias interessantes (e postas em prática de forma bem intencionada), ainda que apresentadas mais como propaganda do que como forma de consciencialização ecológica. Já no âmbito da atracção de investimento, a falta de solidez da ideia (como aliás acontece com todos os plágios) é compensada com uma excessiva vontade de querer mostrar, associando-se a imagem da Câmara a empreendimentos e investimentos para os quais pouco ou nada contribuiu.

Como prova da capacidade de atracção investimento da Câmara apareceu, no cimo de um monte, a Ecoibéria. Aí, como foi notório, a Câmara facilitou, incentivou, ajudou, justificou. Finalmente havia algo para mostrar!

Contudo, o sólido caminho da CVE foi barrado pelos desabamentos de terras do estaleiro da Ecoibéria. E na memória dos vimaranenses ficou a imagem da colisão frontal de um investimento mal pensado com a CVE.

No ar fica a pergunta (e a dúvida legítima): será que os envolvidos no sinistro o conseguirão resolver de forma amigável?

Acredito que sim. Afinal são amigos ou, pelo menos, colegas.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s